A companhia Curupira

Sob a Lei de associação 1901, fundada em setembro de 2017, a Cie Curupira foi criada por Solange Lima. Sua motivação maior é incentivar a difusão das artes e promover a diversidade de práticas artísticas. A companhia está desenvolvendo uma linguagem associando o circo no espaço aéreo, teatro de objetos e formas coreográficas e musicais.

Presidente: Sra. Wyndaele Armelle
Tesoureiro: Monsieur Goacolou David

O MITO DO CURUPIRA

O folclore de Curupira foi provavelmente o primeiro a ser documentado no Brasil pelo padre José de Anchieta em 1560.
Muito antes da chegada dos colonizadores, os nativos contavam histórias sobre o ser fantástico que vivia na floresta e protegido de todo mal.

O nome Curupira significa "corpo de criança" na língua tupi-guarani. Embora haja algumas variações regionais em sua descrição, sua versão mais popular é a forma de um garoto com cabelos e pés cor de chama virados de cabeça para baixo.

Além disso, lhe são atribuídos vários poderes, entre os quais: ilusões e encantamentos, super velocidade, transmutação e grande força. Há apenas um consenso: o Curupira é o guardião da fauna e da flora. Curupira é uma entidade justa e corajosa.

Não tolera aqueles que ameaçam prejudicar o meio ambiente, mas ajuda aqueles que estão perdidos ou necessitados. Como todas as crianças, ele gosta de presentes e travessuras inofensivas. Sua arma mais poderosa contra caçadores, madeireiros e outros vilões é a sua astúcia.

Cheio de truques, ele engana os criminosos, fazendo-os se perder na floresta. Seus pés para trás, por exemplo, têm o efeito de caçadores desconcertantes, que podem tentar seguir seus passos.

Ele também usa assobios e imita os sons da natureza e a voz humana para confundir seus alvos. Seu castigo mais severo seria transformar o predador em presa, por exemplo, fazendo um caçador do mal se tornar uma criatura indefesa de madeira.

Podemos resumir a lenda de Curupira como um mito da proteção da natureza. Ele é uma força sobrenatural que defende plantas e animais contra a caça, a pesca e a extração de recursos feitos pelos homens. É uma marca inesquecível na cultura brasileira, particularmente útil para melhorar a conscientização ambiental de crianças e adultos.